Essência e arquétipo
Leão é o quinto signo do zodíaco e o segundo signo de Fogo: o momento em que a vida, depois de ter construído uma casa em Câncer, sai dela para se mostrar. O signo abre em pleno verão, quando o sol está no seu máximo e nada na natureza se esconde. Esta é a essência de Leão — a expressão assumida, sem desculpas, do fato de estar vivo.
Governado pelo Sol, o único corpo celeste que não reflete a luz de ninguém, Leão tem um problema e um dom idênticos: não consegue passar despercebido. A sua presença muda a temperatura de uma sala. Não quer o destaque por vaidade, mas porque tem a profunda convicção de que a vida merece ser vivida visivelmente, com cor, com generosidade e com coração. Um Leão que se esconde adoece; um que se mostra faz com que os outros também ousem.
A sua energia é fixa, ou seja, estável e difícil de mover. Por isso, Leão não é apenas um brilho de momento, mas constância: permanece leal durante anos, apoia um amigo mesmo quando já não está na moda, leva um projeto até ao fim porque colocou o seu nome nele. A honra conta para ele mais do que a vantagem.
A generosidade de Leão é real e muitas vezes subestimada. Dá dinheiro, tempo, atenção, elogios públicos. Gosta de fazer alguém sentir-se importante e tem um talento raro para ver o potencial de outrem antes que este o veja em si mesmo. Os melhores professores, mentores e líderes criativos do zodíaco vêm deste signo.
A sombra aparece quando a fonte de luz se move para fora. Um Leão que precisa de aplausos para sentir que existe torna-se dramático, suscetível, incapaz de receber uma crítica sem a interpretar como rejeição. O orgulho bloqueia as suas desculpas; a necessidade de admiração fá-lo confundir adoração com amor. O trabalho da sua vida é a soberania interior: brilhar pela alegria de brilhar, não por confirmação.